30 anos: Mulheres que se destacam no Rotary

Postado em: 08 de Março de 2019

Em 25 de janeiro de 1989, o Conselho de Legislação do Rotary finalmente aprovava a entrada de mulheres, ou seja, 84 anos depois da fundação do Rotary International.  A resposta à mudança veio tão logo em seguida. Um ano depois, o número de mulheres associadas era mais de 20 mil e já em 2010, o total passava a ser quase 200 mil. No Distrito 4630, são  821 rotarianas.

Para representá-las, convidamos duas mulheres que neste ano rotário ocupam a função de presidente do Rotary Club de Campo Mourão Araucária e governadora assistente do Grupo 7, respectivamente as companheiras Janete Leige Lopes e Hebe Andréia Perri Pereira de Godoy

Janete se aposentou em dezembro passado, com 37 anos de trabalho ao todo, foi professora universitária e pesquisadora por 26 anos na Unespar, Campus de Campo Mourão. Possui Mestrado em Desenvolvimento Regional com ênfase em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Doutorado em Economia Aplicada pela Universidade de São Paulo, campus de Piracicaba.

“Antigamente as pessoas pediam para entrar no clube, hoje eu sinto que existe pouco conhecimento em relação ao Rotary e de forma geral, independente do sexo, falta de interesse das pessoas em entrar na organização. Com certeza foi um avanço a entrada de mulheres, estou há 14 anos no meu clube e esperei sair a minha aposentadoria para assumir a função de presidente e ter mais tempo para me dedicar à função. Ainda que a gente faça Imagem Pública, eu reforço com os meus colegas de que a gente deve fazer com qualidade, priorizando sempre que o projeto apareça e não as pessoas”, pontua a presidente.

Segundo Janete, embora o seu clube não seja um dos maiores em total de associados, ela o considera ativo, diversificado e comprometido para alcançar as metas determinadas pelo governador. “Nós fizemos excelentes ações, projeto distrital e estamos caminhando para realizar um projeto global. Não importa se ele será concluído na minha gestão ou na dos próximos, pois quem faz o projeto não é o presidente e sim o clube. A sociedade pede ajuda, queremos fazer a nossa parte, realizamos muitos eventos, promoções e projetos, mas temos que mostrar a nossa cara, visitar pessoalmente os parceiros e aqueles em potencial, explicar que os investimentos retornam em projetos. Quando você vai até uma pessoa ou instituição, o retorno é bem maior, a pessoa pode ter o interesse de não apenas apoiar, mas se juntar a nossa causa e quem sabe, se tornar um associado ou associada”, defende.

Multifuncional como a maioria das mulheres, Janete além da carreira universitária é mãe de Regiane, Rodrigo e Renan e tem um casal de netos, Guilherme de 12 anos e Maria Eduarda de 5. Recebeu cinco vezes o Prêmio Paraná de Economia, tanto na categoria Economia Paranaense quanto Economia Pura, juntamente com seus alunos de graduação; duas vezes o Prêmio Brasil de Economia, de melhor artigo científico; premiada pelo BRDE - Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, como melhor artigo científico e juntamente com outros professores pelo melhor artigo científico no Congresso World Academy of Science, Engineering and Technology em Dubai.

Hebe é casada há 23 anos com Wilson Pereira, rotariano desde 2002, eles têm um casal de filhos: Thaymi de 22 anos e Wilson Júnior de 17 anos. “Mudamos de Campo Mourão para Iretama em 2012. Nesse mesmo ano fui convidada a ser Coordenadora da Pastoral Familiar na nossa Paróquia Santa Rosa de Lima e permaneço até hoje”, conta.

Farmacêutica, ela é proprietária da Farmácia Santa Rosa, EMPRESA CIDADÃ desde 2015, quando Hebe foi a presidente do clube naquele ano. “A nossa Fazenda Monte Cristo também é uma EMPRESA CIDADÃ. Sou rotariana desde 23 de novembro de 2013 no Rotary Club de Iretama. Meu padrinho foi o Alberto Quinto Maldonado (in memorian). Quando fui presidente o clube contava apenas com 15 associados e estava prestes a ser fechado pela desmotivação dos companheiros”, recorda-se.

Ela já tinha na bagagem o que vivenciou no Rotary Club de Campo Mourão Gralha Azul, onde seu esposo era associado desde 2002. Como o clube era masculino, as esposas ajudavam a trabalhar nos eventos. “Quando assumi a presidência em Iretama, meu esposo pediu baixa do Campo Mourão Gralha Azul e tornou-se sócio no Rotary Club de Iretama. Estou como Governadora Assistente e assisto os clubes de Iretama, Roncador, Campo Mourão Gralha Azul e Peabiru”, explica.

O Rotary Club de Iretama é misto e hoje possui um prato típico. “A 1ª Leitoa da Terra tornou-se realidade no dia 25 de outubro de 2015, dia mais que especial pois era o meu aniversário. Fizemos um almoço para 750 pessoas. Contamos com o apoio dos companheiros dos outros clubes graças ao companheirismo de todos, porque os rotarianos formam uma família de verdade. E no Rotary Day conseguimos mostrar o que o Rotary fazia em nossa cidade e no mundo. Ganhamos assim a credibilidade e a confiança da população iretamense”.

Recentemente o clube foi parceiro internacional do Rotary Club de Osorno, no Chile e aguarda a aprovação de mais um Projeto Global onde o Distrito 4355 do Chile será parceiro no projeto de US$ 33.000.

“Quando meu marido se tornou rotariano, eu estranhava muito porque a maioria dos clubes eram masculino. Hoje fico muito feliz em ver tantas rotarianas. Ainda há clubes masculinos, mas já mostramos o poder que as mulheres têm. Há clubes só de mulheres e que se destacam no distrito”.

De acordo com o Hebe, o seu clube adotou um sistema de eleger presidentes alternados entre masculino e feminino. A companheira Claudia, presidente em 2017-18, será governadora assistente na gestão 2019-20. E a presidente para 2019-20 também será uma mulher: Eugênia. Isso mostra o reconhecimento e o empoderamento das mulheres no Rotary.

“Todo rotariano, mulher ou homem, deve ter algum cargo responsável na gestão, pois esse comprometimento faz com que nos aprimoremos e estejamos envolvidos no companheirismo. É preciso entrar em ação para causar mudanças na nossa comunidade e no mundo, pois ser rotariana nos faz pessoas melhores e o melhor de tudo é que fazemos o bem a humanidade”.

 Por Larissa Nakao

Comunicação Corporativa

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